Só para ver pirilampos em festa sai a caminhar sozinha numa noite sem luar. Deslumbrada, vejo-te já ao meu lado. E descubro que uma luz maior iluminava-nos com vigor. __ O sol nascia __
Lá fora, o sol dourando as folhas esvoaçantes do outono. E não existem nuvens... mas na minha poesia por elas flutuo e sonho.
E sonho acordada. Sentindo-me arrastada por tua brisa de desejos na redoma de uma noite que ainda é dia.
Percebo-me nua. Extasiada. Corpo confinado em teus braços.
Em tua cama de amar novamente desperto. Horas em paixão febril. Eis que busco o cronometro do tempo e desvendo que ali é bem distante da rua que é rota da lua...
É meio-dia!
De: Vallentine (poetisa menor) In: Antologia à flor da Pele - 2009