quinta-feira, 9 de setembro de 2010

* Segredos


























SEGREDOS





Sentimentos
vez por outra
se lançam
em poemetos
alucinados de amor.

Vez por outra
revelam-se
em doce gentileza
mostrando
a prata da casa.

Vez por outra fogem...
Sentimentos e letras
se escondem!
E juntos a eles...
alguns  SEGREDOS.




De: Vallentine (poetisa menor)


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terça-feira, 7 de setembro de 2010

* Ilusões


























ILUSÕES






A ternura visionária cresceu
imaginando caminhos
de idas e  retornos.
encontros/reencontros.
Acasos (propositais).
Paixão às cegas, tonta.
E olhos embaçavam
ao  perceber amor sorrateiro
chegando em passos lentos.
Concluiu  que seria miragem.
O coração caminharia desatento.



Vallentine (poetisa menor)




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terça-feira, 31 de agosto de 2010

* Amarras soltas









AMARRAS SOLTAS




A cidade, sua boemia de luzes e hábitos
não adormecem.
Planos e desfechos em vigília reaquecem.


Na guarita do desejo, instinto e amor
se arregaçam.
Cortam distâncias, estacionam em furor.


Lago e superfície, não tão plácidos,  em ânsia
se agitam.
Emergem dois corpos em nascentes e afluentes.


E não existiria este prazer se não fosse o amor
além das amarras!
tão da carne, tão sem metáforas, tão solto!







de: Vallentine (poetisa menor)
em : 30 de agosto de 2010


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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

* Colapso Intelectual
























COLAPSO  INTELECTUAL




copo de bar
cerveja pouca
quase quente
olhos perdidos
cria-se ES-PA-ÇO

um cigarro
um trago não dado
Fumaça opalina
prolixa - perdida
rodopia  no  ECO

cheiro acre
VISÕES turvas
pré-conceitos
inde-cisões
sacrilégios do EGO




de: Vallentine (poetisa menor)
Em 30.08.2010



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domingo, 29 de agosto de 2010

* É vero...
































 É   VERO...




Lua nova, quarto - crescente
lua cheia, minguante e estrelas.
Com tudo isto o homem se encantou.


Sol forte, trabalho, cidades, buzinas
happy - hour e chopp nas esquinas
Em tudo isto o homem se aventurou.


promessas políticas não cumpridas
riquezas mórbidas das classes dominantes
tecendo olhos úmidos de dor e rastros de desamor...?!


A isto ele não se acostumou, seria     A     M O R T E






de; Vallentine (poetisa menor)


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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

* O Amor que tanto quero






























O AMOR QUE TANTO QUERO






Quero um amor leve
destes que os encontros
são de sorrisos e brincadeiras.
Pura poesia da entrega.
Descobrir que existir, fluir
e amar, vale à pena.
Quero o melhor da biografia
onde o roçar da pele
no mais simples dos abraços
são laços e fatalidades
febre, vulcão e arrepios.


Quero amor à meia-luz
em atalhos no meu corpo
sem deixar retalhos.
escrever a nossa lenda
e descobrir que a realidade
é nosso direito e avesso
qual aquarela de um sonho
que em fantasias se entregou.
E a dois desvendar segredos
de como o amor é vida, e é lenda,
E como em labaredas se eternizou.






De: Vallentine (poetisa menor)



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Coração sem resposta

























CORAÇÃO SEM RESPOSTAS



Era uma beira mar de água azul. E o oceano com isto?
Era um final de tarde iluminado. E o sol com isto?
Eram barcos com velas arriadas. E o vento com isto?
Olhos racionais, tentando decifrar musgos nas pedras.
Espumas brancas limpavam e realimentavam tudo isto?
Alheios aos desditosos, céus e mar nunca se cansaram disto.
A vida prossegue em atitudes  leves e persistentes como das ondas
testemunhando ateus perdidos em questionamentos vãos e sem findar.






de: Vallentine (poetisa menor)


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* Um pouco antes deste poema
























 

UM POUCO ANTES DESTE POEMA




Que faço eu deste muro
se derramando sem piedade
sobre este quarto escuro?
Tentando quebrar o sonho
que dorme leve no leito.
Querendo tingir de dark
o branco da cama?
É tudo atroz...
Fujo sem despedidas,
pisadas atrevidas
passando em ousadia
ladeando o mal do muro
sem pressa, e bem rente.
Uma afronta às sombras
vez por outra assusta.
Entorno meu pote de mel.
Deixo de ser a tal vallentine
abra-ca-da-bra, surgem garras!
Mostro meu lado “maria valente”.
Descubro o claro das ruas.




De : Vallentine (poetisa menor)

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* Inversão







INVERSÃO



Vento batido
na terra que voa.


Versos em vocalizes
nas partituras quietas.


No varal, o pranto
da saudade à seco.





De: Vallentine (poetisa menor)





* Flor da Escuridão































FLOR DA ESCURIDÃO




O punhal do desprezo
derramou sobre mim
a força de traição.
E me afundou
na morbidez
de um pântano
de desamor.

Conheci a escuridão.

O mal hibernado
atravessou um tempo
em solidão curativa
e me fez flor.

No lago verdejante e noturno
à superfície retorno
__ Vitória-Régia __



de: Vallentine ( poetisa menor)
In: Antologia  Poemas à Flor da Pele - 2008
Congresso Brasileiro de Poesias - 2008


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* Acordes perfeitos de Amor







ACORDES  PERFEITOS  DE  AMOR


Quero pouco da vida!
Qualquer noite destas.
você ao meu lado, abraçado,
debaixo do mesmo cobertor
e eu ali, compondo
às escondidas uma poesia
ou melhor, a nossa Sinfonia.

E de tão linda e silenciosa
você vai parar de me beijar
e irá me dizer:
- Acho que enlouqueci.
Estou ouvindo a mais linda
de todas as melodias.

Vou sorrir e levitar...
Mas por muito te amar
nem vou confessar
que é minha, a autoria.



De: Vallentine ( poetisa menor)
In : Um Amor Lindo de se Viver.




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* Arco-Irís & Lendas



























ARCO-ÍRIS & LENDAS






Cada poema que tento escrever
Cada frase de amor que tento te dizer
__fragmenta-se!


Todas as tuas palavras
que se transformam em belos poemas
escritos só pra mim, sob o sol, sob a chuva
__fragmentam-se!


Inexplicavelmente fragmenta-se pelos céus...
A cada sete tentativas - um fecho de sete cores!
Espectro celeste, um arco intocável.
Que nos perturba e que nos une.


Alguns se encantam com o que te escrevo.
Todos suspiram profundo com o que me escreves!
Um é o princípio. O outro é o fim.
Espectros do amor em cores.
Arco poético riscando os céus.
Amantes distantes

F
R
A
G
M
E
N
T
A
D
O
S

Despertando amores!





De: Vallentine (poetisa menor)
In Antologia Poesia do Brasil - vol. 10 - 2009
no Congresso Brasileiro de Poesias - 2008





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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

* Bilhete de Amor










BILHETE DE AMOR






Em poucas palavras
revela-se a os sentimentos
que voam num Zepelim em paz
cortando a quietude dos céus.

Palavras que esmaecem
suavemente
como uma flor
do último instante
díante deste sol poente.

E ficar em perfume
adormecidas
em meio a papéis escritos
por toda uma noite à fora
ouvindo a cantiga do silêncio
deixando-me sentir a tua presença
nesta tua ausência.

E no teu carinho fiel e leve
moldado de distância
lembrar de tudo que já foi vivido
e que nos une além
do entendimento humano.




de: Vallentine ( poetisa menor)
In : Um Amor lindo de se Viver. - 2009


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* Orquideas de Amor - Forever






























ORQUÍDEAS DE  AMOR  -  FOREVER








Anoitece
leve, bem leve
como suave prece.
E teu sorriso enfim
já pousa sobre mim.
Pássaro feliz
de volta ao ninho
__Forever__




Teus olhos
adentram os meus
em mística calma.
Anjos em luz
revoada
penetrando céus
__Forever__




Tuas mãos
prendem o meu corpo
como raízes de orquídeas
firmes ao tronco.
Em algum momento
florir, perfumar
Em lilás se eternizar.




Anoitece!
O amor se tece.
__Forever__










De: Vallentine (poetisa menor)
Em : Um Amor lindo de se Viver - 2009


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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

* Arrebentação































ARREBENTAÇÃO




Deparo-me com o inusitado
da vida e do mar...
Em desespero
espero por alguém
que não chega
que não escreve
Que some.
E quase rouba
o meu verbo amar.

Junto ao rochedo
a violência do mar
mostra-me
que ondas fortes
e a dança das espumas
conjugam em minha vida
um mesmo tempo.
O tempo que se ouve e habita
nas conchas-de-amar.



De: Vallentine (poetisa menor)
In: Antologia Poemas à Flor da Pele - 2008
Lançada no Congresso Brasileiro de Poesia

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

* Confissões de Amor









CONFISSÕES DE AMOR





Não brinque mais
de me amar
saiba que sou assim
talvez pequena flor
quem sabe
perfume leve
escondendo amor.

Talvez melhor
não nos encontrar
ou então
não ser mais assim
vaso solitário
e  cristal.
O tempo lhe dirá
jamais sei esquecer
do que foi
e do que é bom
pra mim.

E tudo então
pode até florir em ti
quem sabe perfumar
um brilho novo
em teu olhar.
Mas canção de dor
juro meu amor
não quero
nunca mais ouvir
e nem cantar.



De: Vallentine (poetisa menor)


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terça-feira, 17 de agosto de 2010

* Confissões de Enamorados













CONFISSÔES DE ENAMORADOS




Entrego-te a cada encontro

declarações de amor.
Anseios teus casaram-se
com os meus, tecendo
o verbo divino da partilha.
Todos os dias degusta-se
pensamentos à dois,
o amor e seus frutos.
Descubro-te enamorado
revelando-se parceiro e amante.
No breve espaço
entre o desejo e o beijo,
o nosso relógio badala
-- o sempre --
o eterno e o moderno.
O aspirar dos nossos dias
o sussurrar das nossas noites
Belezas feitas de cores fortes.
Vida intensa e instantes.


De : Vallentine ( poetisa menor)
In : Um Amor Lindo de se Viver - 2009


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* Ao Vento





























AO VENTO



Com tudo eu me encanto...
Seja com coisas da vida
com flores que ganho
Com algum poema que escrevo
Ou com canções que componho
E que fatalmente eu canto.


E quando canto
falando do que me encanta
quem me escuta é só o vento
que brinca de levar
tudo o que canto
para qualquer recanto.


Vento no meu canto...
O meu canto no vento
tentativas constantes
em canções de amor e vida
Improvisos exuberantes
Harmonias eloquëntes.


Mas se um louco deslumbrado
tentar rasgar letras e sonhos meus...
Eu ignoro... E ainda assim eu cantarei.
O vento gosta do que canto
Eu me encanto sempre com o vento.
É assim a  sina do meu encanto.




De: Vallentine : (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo se Viver - 2009

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

* Paixão Adolescente






























PAIXÃO ADOLESCENTE



Queria ser um corcel alado
e atravessar bem rápido, céus
mares, oceanos e montanhas.
Poder dizer a ti, bem suave
e com toda ternura: estou aqui

Queria ter a grandiosidade da vida
que levita no pólen das flores
e ser toda a candura do mel
e num simples e terno sorriso
revelar o meu imenso amor por ti.

Mas meu coração é meio adolescente
acredita em fábulas, em belas lendas...
Fica imaginando que és como um herói,
ou um príncipe que virá me ensinar amar.
E decido: fico aqui esperando por ti...



de: Vallentine (poetisa menor)


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* Confissões melódicas.









CONFISSÕES  MELÓDICAS



Um violão me ensinou
que cordas, voz e coração
ficam muito bem,
quando afinados!
E assim,
basta um pequeno talento
e a vida é show!



de : Vallentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver.

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domingo, 15 de agosto de 2010

* Coisas do Amar e do Amor
























Coisas do Amar e do Amor




Quando enfim o tão esperado
olhar de amor pousar suavemente
naqueles lábios sedentos de tanto querer,
a ternura romperá os sonhos da insônia
com todos os grilhões do seu silêncio
e a poesia escondida virá à tona.

Vozes e sussurros serão confidências
e os corpos dos amantes caminharão
a trilha, o jardim e o templo
dos mais profundos sentimentos.

Porque o amor tem disso,
a felicidade não tem mistérios
e nem tem muita explicação.
Amor é cálice de vinho.
Suave e tinto. Mas é mito.



De: Vallentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver - 2009


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* Amor, Beleza, Doçura e Esplendor






























AMOR, BELEZA, DOÇURA e ESPLENDOR.




Se for pra falar de amor,
que seja daqueles amores
que não se esquece jamais.
Que viram belos romances
que se perpetuam na história.


Se for pra falar em beleza,
que seja aquela beleza insana
feita por mãos de artistas
inesquecíveis pinturas e esculturas
que se perpetuam pelos séculos.


Se for pra falar de doçura,
que seja a doçura das açucenas
e da candura do bago de mel
a contagiar poemas de amor
deixando-os em perfumes ao léu.


Mas se for pra falar em esplendor
no sentido mais amplo que minha alma sente,
minha pena e minhas palavras se calam...
Pois além da beleza, da doçura e do amor
somente os segredos divinos do Criador.






De: Vallentine (poetisa menor)
In : Cânticos Samaritanos - 2008


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* Rosas Perfumadas































ROSAS PERFUMADAS



Existem rosas iluminadas
inexplicavelmente perfumadas,
não secam, não perdem viço, nem cor.

Rosas meigas e doces, iluminam a vida
por mãos generosas, quase celestes...
São rosas diáfanas da ternura amiga.



de : Vallentine (poetisa menor)
In: Cânticos Samaritanos - 2008


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sábado, 14 de agosto de 2010

* Como as Mulheres do Oásis





























COMO AS MULHERES DO OÁSIS





No branco mar de areia
o regresso do amado
é ponto invisível...
Eu, inspirada
nas mulheres do deserto
canto aos céus
as cantigas de espera.

E o luar deixa alvas
as estradas de areias e dunas.
Por elas o homem que me ama
sempre atravessa
e em meio ao perigo, luta
vence e passa...

Eis que ele sempre retorna
sob o cintilar das estrelas
trazendo suas histórias
e vitórias
em movimentos estóicos.



de : Vallentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver - 2009


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* Valeu a Pena

























VALEU   A   PENA



V  iajar montes e cordilheiras acima
mando o desafio de escalar até o cume
evar o cântico do silêncio consigo
nxergando o Sol e Lua bem mais perto
nir-se a Criação em meio à amplidão.

mar céus e terras e todo o horizonte!

erseverar na sublime ascensão
xtasiar-se ao chegar ao cume em oração!
avegar na imensidão mais pura do prana
gradecer enaltecidamente a vivência e vitória.





de: Vallentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver - 2009




NB: Este poema é um Acróstico.
Pesquise na Wilkipédia o significado de "Acróstico".
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* O Poeta e a Poesia.






























O POETA  E  A  POESIA




A tarde fria
se adianta e cria a noite.
A sala se faz
em ausência de vozes
de palavras e de amigos ...
E sobre o papel
o nada...

Corta o silêncio
uma a peça de Bach
com seus violinos e cellos ...
Os enigmas agora se debatem
entre flores e folhas
entre nuvens, chuvas e sonhos...
entre o lírico e o moderno...
Enigmas impulsionados
pela roda
da fortuna de sentimentos
entre o riso farto
e todas as perguntas
diante da cumplicidade
de um espelho.

E eia que as idéias saltam
como o perfume ardente
das eternas musas...
como se a poesia estivesse
escondida
na tinta azulada da pena
que agora ligeira e firme
registra com profundo lirismo.

E jorra luminosa
dos olhos,dos sonhos
de todos sentimentos...
do seu coração em harmonia.
O poeta por si só traz em si
um encanto, um enigma.
Ele é a própria Poesia.



De: Valentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver - 2009
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* Olhar que me Conduz






























 
OLHAR  QUE  ME  CONDUZ


Olhei nos teus olhos
para não perder de vista
um só movimento
do teu corpo.
Teu jeito de me conduzir
pela dança me seduz,
me perturba e me encanta.

E de novo olho agora
nos olhos teus...
e neles encontro
sinergia e sedução.
És poeta de muitas palavras
e tantas outras danças
prosas e canções.

Nesta luminosa alquimia
de olhares, sentimentos,
corpos sutis em movimento ...
ao fluir de mais uma melodia
dançar contigo é sentir
a plenitude da vida em sensível
e inesgotável poesia.



de : Vallentine ( poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver - 2009


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* Sob a Luz do Amanhecer
































SOB  A  LUZ  DO  AMANHECER



O sol se exibe pelas frestas
despertando
os sentimentos que voam
quase desvairados pelas janelas
numa alma a procura
do aconchego
das manhãs brilhantes.
Lágrimas da vida
mergulham no oceano
e todo sofrimento
é lavado a sal e ondas...
E o imperador dourado
guerreiro maior das manhãs
vai tatuando
as cores da esperança
num coração prometido
a ser só alegria.

Teus braços
de amante e querubim
me acalmam em abraços
e tua voz cristalina
canta pra mim
uma canção
em tom Amor Maior
deixando cada vez mais clara
a poesia luminosa que paira
neste imenso amanhecer
onde tu és meu sol
minha luz.




de: Vallentine (poetisa menor)
On; Um Amor Lindo de se Viver


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AMOR  FEUDAL





Adentrei os teus castelos
procurando lendas e mistérios
vasculhei até o teu coração
e encontrei paz e tua solidão.

Canto melodias de encanto
faltando-me coragem de dizer
Posso até me arrepender
mas sei que ainda é só verão.

Anestesio tantas emoções
faço fita, e até falo mentiras.
Ainda vejo em teus castelos
um ar recente de sedução fugaz.

Vou me guardando às escondidas
esperando vento novo ou brisas.
Eu te quero só pra depois, quando
a estação do amor vier pra ser o cais.

Fico escrevendo poemas de espera
Abrindo canções pelas janelas
deixando só o vento assoviar
sem te dizer que é a ti que amar.



De: Vallentine (poetisa menor)


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Homenagem ao Mosteiro de São Bento - RJ





Mosteiro
de
São Bento


Praça XV
Rio de Janeiro 
Brasil 





Aos domingos
na parte da manhã
missa ao som
dos
Cânticos Gregorianos. 

Inperdível...





                                                                                    Aquarela  do  Rio Antigo



RELICÁRIO EM LUZ


Sagrado santuário
pedra sobre pedra
aos poucos construído
por mãos
harmoniosas e benditas
Iluminado por imensa
energia cósmica
se fez divindade arquitetônica
em singeleza
erguida entre os homens.

Recanto de paz
que ao som
dos Cantos Gregorianos
em vozes beneditinas
ora atende a prece dos aflitos
ora se faz
em afago celeste
aos que adentram o templo
em louvor agradecido.

Sagrado santuário
pedra cristalina incrustada
em meio a quietude da colina
tornou-se guardião da fé pelos tempos.
É relicário de amor.
É relicário de luz divina.



de: Vallentine (poetisa menor)
In : Cânticos Samaritanos - 2008


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* Travessuras e aconchegos

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TRAVESSURAS  &  ACONCHEGOS


Cabelos entregues ao vento,
peito alegre e aberto,
Vivendo sonhos, desenhando a vida!
Papagaio com linha e cerol na mão.
Rua dos risos, das algazarras...
Dos sonhos felizes e travessuras puras,
florida de corriolas e de amigos queridos
brinquedos e mais brinquedos
em forma de gente!

Adora uma disputa!
De jogar pião com toda força.
Ou de ter olho firme bola-de-gude...
Tudo é uma questão de mira!
Uma questão de vitória e estratégia.
No quebra cabeça, desafios
no forte-apache, disfarça uma conquista.
Mas cansado e de volta ao meu colo
___    é ternura sem fim!    ___




De: Vallentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver

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* Águas Visionárias de Kas-Kaia

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ÁGUAS VISIONÁRIAS DE KAS-KAIA



Queria escrever um poema leve
como este fio alvo de cascata
escondido no breu da mata.
Mas as minhas mãos brincam
com a mais sutil das argamassas...

Moldo teu rosto bem transparente,
E meu olhar alcança outra dimensão.
Feito agora em argamassa d’água.
Surge teu amor divino só pra mim!

E continuo sem te tocar...
aquietando saudades em teu olhar.
Tudo agora é muito etéreo sem fim.
Existe uma quietude a se banhar
nos arabescos das águas de Kas-Kaia.


De: Vallentine (poetisa menor)
In: Um Amor Lindo de se Viver - 2009


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domingo, 8 de agosto de 2010

Homenagem ao Dia dos Pais.






BOAS LEMBRANÇAS ( Dia dos Pais - 2010)




Ele me ofereceu infância agradável
nos quesitos: balas, brinquedos, regalos.
Criança inocente não resiste. Sorri com isto.


Concedeu-me também infância iluminada
ao me levar para escola, ao me apresentar
gibis, contos de Lobato e fadas encantadas.


Deixou a minha infância  mais espiritualizada
ao falar-me que o Pai Maior habitava os Céus...
Este mesmo Pai que  ampara nossa jornada.


E quando ele me dizia: Filha, na vida vez por outra
temos que dançar conforme a valsa, Ah...eu ria!
Grande ensinamento, mesmo eu adorando “salsa”.



De: Vallentine ( poetisa menor)




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sábado, 7 de agosto de 2010









PAI AMIGO    ( Acróstico para o Dia dos Pais - 2010)




P or  ti acordei pensando em palavras belas, em homenagens sinceras
A nsiando, neste momento, dar-te abraços risonhos, e sem lágrimas,
I nventando  se preciso,  versos , brincadeiras,  poemetos e rimas.



A mo ver, em tua face, teu sorriso grisalho e sábio, como sempre vi.
M esmo ao pedir perdão por minhas falhas, risos teus eu consegui.
I nspirei-me então a multiplicar pela vida esta tua ternura por mim.
G ratidão em renovações de esperanças que jamais se cansam
O stentando teus exemplos nestes laços fortes de amor filial sem fim.



De: Vallentine ( poetisa menor )






NB: Pesquise na wilkipédia o significado da palavra "acróstico".

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